segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Phoenix


De repente o mundo parecia ter parado por um momento e tava tudo assim, meio gris.

Sentiu como se estivesse regurgitando pó;
Um gosto amargo veio à boca e ao mesmo tempo uma imensa dor à tona.

Tudo tinha ficado frio, pálido e mudo. Frio, pálido, mudo e depois escuro;
Sentia como se estivesse se desfazendo aos poucos, em cinzas, pedaços, (t) ocos...

Se sentiu destemperado, descompassado, desconjuntado; Descontinuado.

Era como se tivesse deixado de existir por um instante;

De repente, por fim, uma queimação na garganta. E a pele ardia mais do que brasa em chama.

O mundo parecia começar a girar mais uma vez e era como se estivesse pegando fogo. E depois do fogo, todas as cores fossem brotando;

Depois disso, só um calor bom, calor das coisas vivas, um calor e som, dos batimentos que voltaram. Era como se sentisse que tudo novamente pela primeira vez. Era tudo novo, de novo.

2 comentários:

  1. Deve doer, ser uma fênix... Mas certamente é uma criatura que sobrevive. Sempre.

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  2. Na verdade,todos somos que nem Fênix. Podemos dizer que o animal seria uma analogia das emoções humanas, pois sempre existe um momento de nossas vidas em que nos sentimos assim..."destemperado, descompassado, desconjuntado, descontinuado"... Mas em seguida reflorescemos e quase que instantâneamente acordamos para uma nova realidade. Parabéns pelo texto!

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