terça-feira, 12 de junho de 2012

Um recado ao 'Futuro'...


Não precisa ser pra sempre. Leve o tempo que for, mas o tempo que levar que não pareça “em vão”;
Que, mesmo quando for o mais intensamente ácido, seja igualmente doce então.
 
Que seja gentil, ainda quando for selvagem;
E que corte forte e profundo com a verdade, mas que não veja na mentira vantagem.
 
Que tenha seus altos e que tenha seus baixos, mas que não faça da vida uma gangorra;
Que não faça com que qualquer 'suado' equilíbrio ou estabilidade (es)corra.
 
Que na sua balança não haja “pesos” a contar;
E que o valor das coisas seja maior nas mais simples, em primeiro lugar.
 
Que traga frescor em dias quentes como o inferno e calor em qualquer fria e escura noite...
  
Que não seja melhor ou pior que o passado, mas fica aqui o recado, que seja diferente;
Quando a hora chegar, que seja aquilo que se pode esperar, de verdade, que seja 'presente'.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bilhete de um arauto de Morfeu



Às vezes, tudo que se quer é que, mesmo por um instante, o chão seja de papel, pra não se esborrachar.
Mas que besteira seria essa?!
  
A gente sempre vai se machucar.
 
O melhor que podemos fazer é mudar, para nós mesmos cairmos como um papel, àquele que se abre o máximo possível pra no próximo vento alçar vôo novamente.
 
Não adianta dizer para os pés não pisarem na próxima nuvem, ou querer prever que o mar em que vamos nos jogar vai estar completamente congelado.
 
Você pode fechar os olhos o quanto quiser e pode dormir o quanto quiser.
 
Mas até quem não tem mais a dádiva da visão sabe, quando não se faz nada para mudar as coisas, elas continuam exatamente no mesmo lugar onde sempre estiveram.
 
E a gente não sonha que vive. A gente pode até fingir que não sonha; Só não pode fingir que não vive.
 
E não dá pra continuar fingindo que não se sonha, vivendo...
 
Talvez a gente só esteja vivo mesmo por que sonha, muito, e talvez só por isso continua assim, sendo...