sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bilhete de um arauto de Morfeu



Às vezes, tudo que se quer é que, mesmo por um instante, o chão seja de papel, pra não se esborrachar.
Mas que besteira seria essa?!
  
A gente sempre vai se machucar.
 
O melhor que podemos fazer é mudar, para nós mesmos cairmos como um papel, àquele que se abre o máximo possível pra no próximo vento alçar vôo novamente.
 
Não adianta dizer para os pés não pisarem na próxima nuvem, ou querer prever que o mar em que vamos nos jogar vai estar completamente congelado.
 
Você pode fechar os olhos o quanto quiser e pode dormir o quanto quiser.
 
Mas até quem não tem mais a dádiva da visão sabe, quando não se faz nada para mudar as coisas, elas continuam exatamente no mesmo lugar onde sempre estiveram.
 
E a gente não sonha que vive. A gente pode até fingir que não sonha; Só não pode fingir que não vive.
 
E não dá pra continuar fingindo que não se sonha, vivendo...
 
Talvez a gente só esteja vivo mesmo por que sonha, muito, e talvez só por isso continua assim, sendo...
 

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