domingo, 12 de junho de 2011

É por quê?

É sobre dois corpos, e não dois travesseiros na cama.
É pelas promessas não ditas, não pelas palavras boca à fora.
É por causa da saudade, não pelo abraço ou beijo habitual.
Por causa das risadas e sorrisos, mais do que qualquer choro.
É sobre cantar em coro... Sem violão e mesmo que não haja canção.
É ir avante, mesmo quando o sinal amarelar.
É sobre as lembranças passadas, não o(s) presente(s).
O risco e não a garantia.
É não precisar de bebida. E mesmo assim estar inebriado.
Não é por causa da cabeça vazia, é por causa do coração encharcado.
Nem é sobre pulmões, é sobre o ar.
Não são os pássaros, é o céu.
Não é por causa das desavenças e nem das desesperanças.
É por causa das diferenças, mas é também, especialmente talvez, pelas semelhanças.
Não é por mim, nem é por você na verdade.
É por um pronome só, que contém dois.
É, por que é aquilo... e não outra coisa.

3 comentários:

  1. Sem elogios baratos, o texto foi criativo e de maneira sincera me agradou.
    Pois, expressou bem, aquilo que é difícil de ser dito.
    Parabéns!

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  2. Parabéns Carloos querido, adorei!
    ..."É por causa das diferenças, mas é também, especialmente talvez, pelas semelhanças."

    Sempre as semelhanças.
    =]

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