Era sempre ele e sua rede de caçar borboletas;
Ele sempre as admirava de longe, pensando no momento em que poderia as ter consigo;
Eram de belezas inigualáveis, tinham cores e cintilações indescritíveis;
Diziam que a sensação de tê-las no estômago era uma das coisas mais excepcionais da vida;
Por isso ele as engolia vivas. Não, não é que fosse um lunático. Queria mesmo era senti-las no estômago;
Ele, de fato, encontrava essa sensação de maravilha ao ter as borboletas no estômago, mas estranhava que uma dor equivalentemente intensa lhe deixava em prantos logo depois;
Algo estava errado, talvez não estivesse fazendo do jeito certo;
Não importava mais, com o passar do tempo deixou de ir à busca das tais borboletas;
Não, não tinha deixado de admirar sua beleza, nem deixado de desejar senti-las;
Só começou a pensar que talvez fosse melhor não tê-las mais dentro de si.

Perfeito!
ResponderExcluirIncrivel!
ResponderExcluirParece eu, que triste...
ResponderExcluirNão que eu já tenha engolido borboletas...
Mas dizem que eu ajo como uma borboleta...
Enfim...
Não era pra comer as borboletas, que burro. Era pra montar um lindo jardim, pra elas pousarem...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEle tá aprendendo Victor, ele tá aprendendo...
ResponderExcluirJá deixou de engolir elas, viu?!
Quem sabe não se torna ainda um bom jardineiro?!
XD